CIIE - Centro de Investigação e Intervenção Educativas

Plano Estratégico 2025-2029

Fundado em 1988, o CIIE tem vindo, desde cedo, a assumir a missão de desenvolver investigação de elevada qualidade sobre questões-chave da educação ao longo da vida e em todas as suas dimensões. O Centro goza de uma reputação internacional como um contexto de excelência para investigar, inovar e inspirar mudanças na educação, com e para as comunidades educativas. O CIIE é também amplamente reconhecido pela elevada qualidade do seu programa doutoral em Ciências da Educação, o PDCE.

No período de 2025–2029, o CIIE integrará cerca de 70 membros doutorados de pleno direito, incluindo professores e docentes da FPCEUP, membros de outras instituições de ensino superior e investigadores a tempo inteiro e bolseiros/as de pós-doutoramento. O CIIE conta ainda com cerca de 80 membros associados, a maioria dos quais estudantes de doutoramento a tempo inteiro. Estudantes de doutoramento, investigadores/as em início de carreira e investigadores/as seniores reúnem-se em pequenos coletivos presenciais de investigação em desenvolvimento, as Comunidades de Prática de Investigação (CoPIn). As CoPIn colaboram em Grupos de Investigação (GI) de maior dimensão que, à semelhança de árvores vizinhas numa rede rizomática, promovem aprendizagens expansivas e agência transformadora no seio do CIIE:

 - PITE – Política, Desigualdades e Educação Transformadora;

 - DJusT – Diversidade, Justiça Social e Territórios;

- SCInTE(a)+Democracia – Escola, Currículo, Inovação, Formação de Professores + Democracia.

As atividades do CIIE nas CoPIn e nos Grupos de Investigação serão orientadas por eixos temáticos que assentam na atual liderança nacional e internacional do Centro na investigação e intervenção em educação e que respondem a desafios e desigualdades contemporâneas significativas: (i) Educação e democracia; (ii) Equidade, inclusão e justiça social; (iii) Cultura, artes e educação de qualidade; (iv) Participação, partilha de conhecimento e cocriação; e (v) Transições justas para futuros alternativos: digital, climática e societal. O CIIE continuará a aprofundar investigação que evidencie as desigualdades sociais que atravessam as políticas e práticas educativas, defendendo simultaneamente o reconhecimento do direito de acesso a uma educação formal e não formal de qualidade e a possibilidade de imaginar futuros alternativos.

No período de 2025–2029, o CIIE prosseguirá investigação de ponta que responde a desafios educativos e sociais, promovendo simultaneamente uma internacionalização justa — como se verifica, por exemplo, na recente linha de investigação colaborativa sobre “Inteligência Artificial”; envolvendo cidadãos na cocriação de investigação orientada para desafios societais, através do trabalho colaborativo de dois observatórios, o OBVIE e o ODEC, e do recentemente criado LabDERE; assegurando uma liderança internacional na formação avançada de jovens investigadores/as e no acompanhamento das suas carreiras; incentivando o debate público informado e fundamentado sobre questões educativas; e reforçando a sua estratégia de Ciência Aberta, através da publicação de resultados em acesso aberto e da gestão de duas revistas científicas internacionais em regime de acesso aberto diamante: Educação, Sociedade & Culturas e o JSSE-Journal of Social Science Education., indexado na Scopus.



Sobre os grupos de investigação do CIIE

PITE – Política, Desigualdades e Educação Transformadora | Coord. Pedro D. Ferreira

O PITE produz conhecimento reconhecido a nível nacional e internacional, incidindo particularmente sobre os seguintes eixos temáticos transversais:
i) Análise de políticas e seus impactos – este eixo centra-se na análise das políticas educativas a diferentes níveis, na sua articulação com questões sociais, económicas e políticas, e nos seus impactos na inclusão social, na igualdade e no bem-estar;
ii) Investigação sobre processos e experiências de participação – este eixo explora processos e experiências de participação em múltiplos contextos, incluindo a educação formal e não formal, o desenvolvimento comunitário, os movimentos sociais e, de forma mais ampla, os contextos cívicos e políticos, bem como o seu potencial para promover aprendizagens, empoderamento e transformação social, em particular no que respeita a grupos e territórios desfavorecidos;
iii) Trabalho e educação – este eixo investiga as transformações do trabalho, as relações entre educação (formal, não formal e informal), formação e trabalho, de jovens e adultos, considerando as suas experiências e trajetórias, e analisando as transformações políticas, culturais e tecnológicas e a forma como estas produzem e/ou reproduzem (in)justiças sociais e educativas nas sociedades contemporâneas;
iv) Metodologias participativas, cocriação e inovação metodológica – este eixo enfatiza o recurso a metodologias participativas em processos situados de investigação e construção de conhecimento e de cocriação envolvendo parceiros, decisores políticos e cidadãos (incluindo crianças, jovens, adultos e pessoas idosas e/ou grupos em situação de vulnerabilidade). Explora e experimenta diversos formatos participativos, incluindo práticas e culturas digitais e artísticas, para a construção de formas alternativas de conhecimento socialmente relevantes e de contextos educativos significativos e capacitadores.

DJusT – Diversidade, Justiça Social e Territórios | Coord. Sofia Marques da Silva

Os membros do DJusT, recorrendo a uma diversidade de desenhos de investigação, contribuem de forma significativa para a produção de conhecimento de qualidade no campo da educação (formal, profissional e não formal), através da coordenação de projetos e publicações financiados a nível nacional e internacional, com enfoque na diversidade, justiça social e território, tendo vindo a consolidar linhas de investigação como as seguintes: percursos educativos e participação de jovens de regiões de baixa densidade; abandono precoce da educação e da formação e promoção da equidade e do sucesso educativo; vozes das crianças, infância e famílias; educação inclusiva, em particular através da educação intercultural, da literacia digital e das artes; património cultural e educação de base territorial; educação de qualidade, abordagens promissoras e indicadores de escolas e comunidades resilientes; saberes experienciais e desenvolvimento de profissionais da educação que trabalham com populações diversas, da educação de infância à educação de adultos, incluindo professores, formadores profissionais ou intérpretes de língua gestual; sub-representação de grupos como imigrantes, minorias, refugiados, estudantes de primeira geração e estudantes do ensino profissional, em particular no ensino superior; educação de surdos e educação bilingue.
Os contextos de investigação incluem escolas, do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico ao ensino secundário, escolas e centros de formação profissional, universidades, comunidades rurais, associações de migrantes e juvenis, municípios, bem como contextos digitais e redes sociais. Os participantes foram maioritariamente jovens e crianças, bem como diretores escolares, professores, famílias, representantes comunitários e decisores políticos.

SCInTE(a)+Democracia – Escola, Currículo, Formação de Professores, Inovação + Democracia | Coord. Amélia Lopes
O SCInTE(a)+Democracia centra-se nos desafios da escolarização e da democracia, procurando promover uma educação escolar democrática e a inclusão social, com foco na governação das escolas; na formação inicial e contínua de professores; na justiça social, no currículo e nas políticas de avaliação; nas literacias (digitais); e na inovação pedagógica. Assume uma abordagem centrada na construção social da realidade e na agência dos atores envolvidos: professores, pessoal não docente, alunos, famílias e comunidades. Adota, do ponto de vista teórico, uma perspetiva ecológica, crítica e participativa, e, do ponto de vista metodológico, uma postura pluralista, com ênfase em métodos mistos, estudos narrativos e etnográficos e investigação-ação.
No período de 2025–2029, serão abordadas questões prementes através de projetos financiados em curso e futuros, nomeadamente: atratividade da profissão docente e reconfiguração da formação; respostas pedagógicas e curriculares à migração; autonomia das escolas e centralização/municipalização da educação; tecnologias digitais e IA na educação; governação escolar, políticas de avaliação e justiça social; diferenciação pedagógica, flexibilidade curricular, inovação e novos ambientes escolares (digitais); formação identitária, aprendizagem e percursos dos/as estudantes.

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